Assistente Técnico nos processos sobre erro médico



O médico até pode atuar como seu próprio assistente técnico, mas eu sinceramente não recomendo. E por um motivo simples: a produção de uma boa prova pericial, que vai lá frente convencer o julgador (seja na 1ª ou na 2º instância), depende de conhecimentos sólidos sobre as questões processuais.

Você pode ser um grande especialista e até uma autoridade na sua área, um excelente cirurgião ou um renomado cardiologista, por exemplo. Mas você vai precisar agrupar, num parecer coeso, os elementos importantes que vão convencer o perito judicial e depois o próprio juiz. E isso não se aprende na residência nem nos congressos de especialidades.

Eu trabalhei por 11 anos como perito médico-legista no IML do Distrito Federal e atuei muitas vezes como perito oficial em processos sobre erro médico. Já vi colegas muito bons tecnicamente mas que, por não ter uma boa defesa técnica, produziram provas muito ruins, incapazes de convencer o magistrado, e acabaram sendo condenados.

Por isso eu recomendo sempre que você tenha, além de um bom advogado especializado em Direito Médico, um bom assistente técnico para auxiliá-lo a produzir uma prova robusta, bem fundamentada e com alto poder de convencimento.

Autorizada a reprodução total ou parcial deste artigo, desde que citada a fonte, nos seguintes termos: CASTRO, HRV. Assistente Técnico nos processos sobre erro médico. Disponível em https://acperitos.com.br/cientifico/assistente-tecnico-nos-processos-sobre-erro-medico. Acesso em 07/12/2021.
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